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Politicomia – ECONOMIA & POLÍTICA

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As medidas do Governo que fizeram a marolinha passar devagar.

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Com a saída da recessão técnica, o Brasil caminha novamente para o desenvolvimento crescente que o segurou nessa última década.

1 – O pacote anti-crise do governo federal ultrapassou a marca dos 200 bilhões de reais, constituindo a maior intervenção oficial de estímulo econômico da história brasileira.

2 – Em 2009, o BNDES tem R$ 76 bilhões a mais para emprestar do que em 2008, quando emprestou R$ 92 bilhões, perfazendo quase 170 bilhões de reais neste ano.

3 – O governo também usou as reservas internacionais em dólar para emprestar cerca de R$ 50 bilhões a empresas com dívidas em moeda estrangeira.

4 – Desde setembro do ano passado, a liberação pelo governo do recolhimento compulsório dos depósitos à vista nos bancos foi da ordem de R$ 85 bilhões.

5 – O Banco Central também passou a emprestar a exportadores a fim de suprir a ausência dos recursos que eles obtinham no exterior para financiar suas operações.

6 – No auge da crise, o governo postergou o recolhimento dos impostos pelas empresas, de forma a aliviar seus fluxos de caixa.

7 – Os impostos sobre operações financeiras foram reduzidos de forma a baratear o crédito.

8 – Reduziu-se o IPI de carros, motocicletas, caminhões, eletrodomésticos e de material de construção.

9 – Lançou-se um programa governamental de construção ou financiamento de moradias que movimentou o mercado da construção civil.

10 – Foram abertas fartas linhas de crédito governamental para a agricultura.

11- Bancos oficiais assumiram a dianteira nas quedas dos spreads e das taxas de juro, o que já fez com que a oferta de crédito retornasse rapidamente aos níveis pré-crise.

12 – Foi feito um plano de repactuação de dívidas dos municípios com a União que lhes permitiu contrair novos empréstimos dos cofres federais.

13 – A taxa básica de juros da economia (Selic) foi reduzida ao mais baixo patamar em décadas.

Querendo ou não, a marolinha referida passou, pesando às vezes e outras não, alimentando oportunidades e reerguendo o país da recessão. Com o avanço de 1,9% do PIB no segundo trimestre, o Brasil encara as famosas ondas liberais acompanhadas por uma mídia corrompida de más intensões com a figura do Estado. Enquanto vacinas assim eram estabelecidas, a mídia se opunha à maioria das medidas acima repercutindo a oposição, que pregava redução de gastos governamentais.

“Imaginem vocês o que aconteceria se o Brasil tivesse cometido o erro de eleger um tucano presidente em 2006. A esta hora, estaríamos amargando o mesmo que estão aqueles que enveredaram de cabeça pelos velhos caminhos neoliberais.” – Eduardo Guimarães, no cidadania.com

Fonte: Vermelho.org 

PACHECO,R.O

Escrito por goaa

Setembro 14, 2009 em 3:38 pm

Publicado em Economia, Negócios, Política

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Desemprego menor

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O desemprego no Brasil bateu a baixa recorde do ano em pleno tempo de crise. A força do mercado interno comprova a manutenção da produção brasileira.

Com grandes economias sofrendo, ainda que menos, com a crise financeira, o Brasil vai se mostrando cada vez mais preparado e menos atingido pelo furacão que vêm devastando muita gente desde 2008. Desde grandes corporações e grandes escalões de executivos, o principal afetado desta turbulência é o trabalhador. O cidadão sempre alimentou o mercado que acabou afundando por gente que se dizia capaz de mantê-lo funcionando.

Agora, a base desta mecânica toda que mantêm grandes ciclos econômicos, ou seja, a classe trabalhadora, vêm sentindo menos que o esperado ou talvez praticamente nada para quem vive um freio financeiro deste porte. A crise financeira que estabeleceu as teorias neoclássicas como frágeis nesta primeira década do século, já está perdendo suas forças e caminha para o desfecho à partir do ano que vem.

Em meio a esse contexto, o Brasil vêm se firmando como um bom local de investimentos, pelo menos por enquanto. Grandes fluxos de entrada de investimentos externos não param de entrar. As reservas nacionais já bateram um nove recorde chegando a 209 bilhões de dólares. Há novas filiais sendo montadas com multinacionais despejando dinheiro e desenvolvimento aqui. Empregos e oportunidades como consequência acabam sendo as principais vantagens para o brasileiro.

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em 8,1% em junho, o que indica queda em relação a maio (quando a taxa ficou em 8,8%). Trata-se da menor taxa desde dezembro, que havia sido de 6,8%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE.

Na indústria, o aumento na oferta de vagas foi de 1,7% em relação a maio e em relação a junho de 2008, houve redução de 5%. Já na construção foi verificado um aumento de 1,1% sobre maio e de 1,2% sobre junho do ano passado.

Foram criadas 119.495 vagas com carteira assinada em junho, o quinto mês seguido de resultados positivos no emprego formal, de acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho.

O Brasil é o porto seguro para muita gente nesse mundo de crise e isso é inegável. Tanto que o poder de empreendimento sobre a crença da sustentação por conta do mercado interno é cada vez mais forte justamente por assegurar que a força do poder de comprar da população brasileira pode surtir mais positivamente comparado a outros países. O Brasil já superou, em atração de investimentos, a Rússia que sentiu bastante os efeitos da crise financeira.

PACHECO,R.O.

Escrito por goaa

Julho 24, 2009 em 8:17 am

Publicado em Economia, Negócios

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OS TRUNFOS NACIONAIS

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Seguindo os moldes do post anterior (É A HORA DO BRAZIL)

O Brasil sente a turbulência de maneira diferente, embora nenhum economista de respeito o veja de forma descolada do resto do planeta, num estado de prosperidade nirvânica, acima da crise.

Vários setores da economia nacional se ressentem e são obrigados a fazer ajustes, o que causa demissões e corte de investimentos. “Mas o Brasil oferece um conjunto de benefícios que não se encontra simultaneamente em outros países emergentes”, diz Otto Nogami, professor de ambiente econômico global da escola de negócios Ibmec São Paulo. “Temos bancos sólidos, inflação controlada, moeda relativamente estável, bolsa de valores organizada, governo democrático, grande mercado interno e expectativa de crescimento”, diz Nogami.

Só para comparar: a Rússia torrou mais de US$ 100 milhões de suas reservas e não conseguiu conter a desvalorização de sua moeda, o rublo, símbolo do outrora poder do Kremlin. A China ainda é um país comunista e, caso não contenha os efeitos da crise, pode sofrer distúrbios sociais. A Índia convive com níveis de miséria chocantes até para os padrões de países mais pobres. “As empresas levam tudo isso em consideração”, diz Nogami. “O Brasil ganha respeito como um lugar seguro dentro da tormenta.”

Para usar um termo global, o Brasil está hype – ou em alta, numa tradução livre do termo. Foi-se o tempo em que a vantagem competitiva mais ambicionada pelas multinacionais era a mão de obra barata. Hoje o que as empresas querem é um naco de um mercado portentoso que emergiu com o aumento do poder de compra das classes C e D. Tanto que, no final de março, o Banco Central revisou sua pesquisa com empresas sobre alocação de investimentos diretos estrangeiros na economia brasileira. Constatou que, em resposta à crise, os recursos externos vão privilegiar os setores voltados para o mercado interno, como alimentos e varejo.

Esse interesse das múltis pode ser medido pelo crescente trânsito de presidentes e vice-presidentes no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Há exemplos em diferentes setores.

O espanhol Luis Cantarell, vice-presidente da suíça Nestlé para as Américas, desembarcou em março. Sua agenda incluiu um passeio inusitado. Ele foi conhecer bairros carentes de São Paulo e ver de perto uma alternativa de negócio moldada para as peculiaridades de uma comunidade de recursos escassos. Nesses locais, microdistribuidores da marca abastecem vendedoras autônomas que trabalham pelo sistema de vendas porta a porta. A experiência, única no mundo, poderá ser replicada em outros países. Em 2006, quando foi lançada, restringia-se à capital paulista e contava com dez distribuidores e 800 vendedoras. Hoje há cerca de 140 microdistribuidores e 6 mil vendedoras em várias cidades da região Sudeste do país.

Vender para os mais pobres é um dos pilares da estratégia de crescimento da Nestlé no mundo, em função do avanço das economias emergentes. O mercado brasileiro é considerado pela matriz da empresa suíça uma espécie de laboratório de boas práticas nesse campo. O Norte e o Nordeste, por exemplo, regiões historicamente renegadas no mapa dos grandes negócios, funcionam hoje como eficientes termômetros do segmento de baixa renda.

Em 2004, a Nestlé do Brasil criou uma diretoria para essa porção do país e investiu cerca de R$ 30 milhões em campanhas de marketing. Os resultados superaram as expectativas. Uma fábrica inaugurada em 2007, em Feira de Santana, na Bahia, por exemplo, atingiu o limite de produção em apenas um ano e quatro meses de operação. Nesse momento, recebe R$ 50 milhões em investimento para ser triplicada. Vai empregar mais mil funcionários. “O Brasil será um dos mercados que impulsionarão o crescimento da companhia no futuro”, diz Cantarell.

PACHECO,R.O – Fonte: Época Negocios

Escrito por goaa

Junho 12, 2009 em 12:43 pm

Publicado em Economia, Negócios

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É a hora do Brazil

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Certo, o país não se descolou da crise global. Mas o que faz tantas multinacionais redobrarem suas apostas (e seus investimentos) no mercado brasileiro?

Respondem Wal-Mart, Tyson, Nestlé, DuPont, GM, Monsanto… o Brasil é enxergado como o queridinho do BRIC. Porém têm os riscos que podemos evitar que poderiam ameaçar essa atração. O executivo inglês Miles Young até então nunca se preocupou com o Brasil e no começo deste ano, nosso país foi o primeiro lugar de desembarque. Ele agora é presidente da agência de britânica de publicidade Ogilvy & Mather. Seu roteiro ainda inclui mais 15 países dos 120 onde a Ogilvy mantém escritórios.

A escolha do Brasil como primeira parada foi estratégica. Young acredita que a operação local apresentará neste ano o melhor desempenho entre os integrantes do chamado Bric, grupo de emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China. “O Brasil está numa posição privilegiada nesta crise. E é nesses mercados, onde a economia ainda cresce, que precisamos ajustar nosso faturamento”, diz Young. “É importante, inclusive, aproveitar o momento para rever nosso modelo de negócios na Europa e nos Estados Unidos.”

O Brasil atrai cada vez mais investidores que buscam alternativas aos mercados desenvolvidos, em franca recessão. O economista inglês Jim O’Neill, que criou o termo Bric, acredita que o país tem uma posição privilegiada em relação aos demais emergentes. “O Brasil não apresentou nenhum sinal de crise real”, afirmou O’Neill a Época NEGÓCIOS. “Esta crise deixou claro que países com populações pequenas não têm alternativa de crescimento doméstico. O Brasil não tem esse problema.” 

Vários executivos das maiores companhias do mundo acreditam que a economia brasileira, por estar sofrendo menos os efeitos da crise, tem o poder de aliviar o inverno financeiro que castiga mercados maiores e mais maduros, como os da Europa e dos Estados Unidos. A Alemanha, maior economia da União Europeia, pode encolher 8% neste ano. O Reino Unido está em recessão desde dezembro, algo que não se via desde 1946, ao final da Segunda Guerra Mundial. A expectativa é que a retração será de 2,8% neste ano. Nos Estados Unidos, espera-se uma queda entre 0,5% e 1,3%. A economia japonesa tem resultados negativos desde abril do ano passado, e estima-se que continuará encolhendo no primeiro semestre deste ano. Se confirmada a queda, serão 15 meses em marcha à ré, um dos piores resultados na história.

PACHECO,R.O – Fonte: ÉPOCA Negócios
 

Escrito por goaa

Junho 12, 2009 em 12:36 pm

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Quanto vale a ambição?

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Até que ponto considera-se a ambição empreendedora como um alto risco?

Quando ouvimos falar de alguém com ambição, logo imaginamos alguém com habilidade em uma função ligada a sorte e/ou competência em uma determinada  gestão ou atividade exercida. Na maioria das vezes é dito como exemplo corporativo a ser seguido. Porém, a ambição também pode estar relacionada ao alto risco

A partir dai podemos dizer que quando falamos em risco, nem toda atividade está relacionada diretamente a risco real. As vezes a produção/atividade pode gerar um risco bem maior do que se imagina.

“Esse é um executivo extremamente ambicioso”. Essa frase, solta, nos remete imediatamente à ideia de alguém que, em algum momento, pode vir a correr riscos excessivos. Por outro lado, a palavra ambição assume outro significado quando ouvimos a expressão “essa pessoa não tem ambição”. De imediato, formamos a imagem de alguém sem energia, sem motivação, pouco afeito à ação, a lutar pelo que quer. Ou uma pessoa simples, que vive no ritmo da natureza, sem reclamar, sem estresse, feliz e com praticamente zero de riscos em sua vida.

Todo risco estaria associado a algum tipo de excesso? Evidentemente, excesso de ambição implica em riscos maiores. Mas, em contrapartida, e se não houver excessos? Faz sentido a noção de “ambição equilibrada”? Equilibrio, nesse contexto, significaria um tipo de ambição que não criasse riscos de qualquer natureza, nem para a própria pessoa nem para os outros.

Até que ponto, em nossas empresas, deveríamos ter, como nossa grande missão, a garantia de alta qualidade de nossos atos coletivos, momento a momento? Até que ponto a melhor estratégia seria aquela em que a empresa como um todo, em tudo que faz, procurasse expressar a melhor versão de si mesma, a mais consciente e evoluída?

Não seria este momento de incertezas e forte transição o tempo ideal para o exercício pleno dessa ambição natural? E não seria esse o único modo de assegurar risco zero para nossas organizações?

Fonte: Época Negócios – Oscar Motomura

PACHECO,R.OP

Escrito por goaa

Junho 9, 2009 em 12:39 pm

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