Archive for Maio 2009
CPI da Petrobras
A mais nova manobra da oposição para privatizar a estatal.
Existem algumas coligações extra-partidárias que já fazem um baita sucesso e ao mesmo tempo, um certo desafeto por parte de quem as entende. Por exemplo é a ligação da oposição com grandes meios de comunicação que passam, acima de tudo, opiniões mal informadas além da própria notícia. É claro que estou falando do JN.
Em busca de fundamentos para a criação deste artigo, encontrei um texto muito interessante e, da mesma forma, convincente e esclarecedor. Parte do texto dizia assim: “capas da Veja alimentavam o Jornal Nacional, que promovia a devida “repercussão”, gerando decisões políticas que alimentavam outras capas da Veja, que apareciam no JN de sábado e geravam indignação em gente da estirpe de ACM, Heráclito Fortes e Arthur Virgílio.”
Essa postura já causou várias situações de comprometimento nacional, muitas vezes contra o atual governo, e sempre, com alguma ligação a oposição, com a mesma argumentação de estar sempre “cobrindo os fatos”. Só essa “indignação seletiva” é capaz de explicar porque teremos uma CPI da Petrobras mas nunca tivemos uma CPI da Vale ou das privatizações.
Porém, os farsantes de hoje correm alguns riscos:
1. Especialmente depois da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, em que o Parlamento brasileiro foi privatizado para defender um banqueiro, o próprio instituto das CPIs está desmoralizado.
2. À CPI da Petrobras faltam detalhes picantes. Já imaginaram qual será o grande momento da investigação? O depoimento de um contador? De um fiscal da Receita? A essa altura o Ali Kamel deve estar pendurado ao telefone com o Demóstenes Torres exigindo algum cadáver, alguma secretária traída, qualquer coisa que tenha apelo. Para não afundar ainda mais a audiência do JN.
3. O brasileiro se identifica com a Petrobras. Os inquisidores da empresa correm o risco de serem tachados de entreguistas, de prejudicarem a empresa e, portanto, a imagem do Brasil no Exterior. É óbvio que o PSDB pretende usar a CPI para fazer barganha política nos bastidores, especialmente agora que estão em discussão as regras para a exploração do pré-sal. Em relação a 2010, não há nada mais poderoso do que acusar os tucanos de buscarem a privatização da Petrobras. No segundo turno de 2006, lembram-se? Lula, acusado de desperdício por ter comprado um avião presidencial novo, passou a dizer que Alckmin pretendia privatizar “até o avião da Presidência”.
Vamos ver, agora, se a Petrobras continuará despejando dinheiro público nos intervalos do Jornal Nacional ou nas páginas de jornais e revistas cujo objetivo é servir ao projeto tucano de privatizá-la. Feito o filho do FHC com a jornalista da Globo, produzir a “Petrobrax” é algo que os tucanos nunca assumem.

Gabrielli, presidente da Petrobras
PACHECO,R.O.
Perdigão e Sadia estão perto de fechar negócio
Quem diz é o Estadão: faltam apenas alguns detalhes para o acerto entre Perdigão e Sadia. Pelo que ficou combinado, a Perdigão vai incorporar a Sadia por meio de uma troca de ações, ficando a primeira com 70% da nova companhia e a segunda, com os 30% restantes. Numa segunda fase, o acordo prevê a participação do BNDES, que entraria como investidor numa emissão de papéis a ocorrer poucos meses depois da concretização da operação. “Há anos que Sadia e Perdigão estão às voltas com uma possível fusão. Na primeira vez em que a ideia surgiu, em 2006, quem estava com maior capacidade de caixa era a Sadia, que lançou oferta de compra hostil. A proposta foi recusada pela Perdigão e agora o jogo de forças mudou”, diz a reportagem, lembrando que a Perdigão ultrapassou a rival em faturamento no ano passado. E vale lembrar que a Sadia perdeu R$ 2,6 bilhões em malsucedidas operações de derivativos cambiais em 2008.
Estadão
A poupança de Lula
A mudança proposta pelo governo já fez muitos voltarem a 1990 com o plano Collor. Porém não tem nada a ver com isso.
É aquela velha história. A partir de 2003, ninguém acreditava numa ascenção econômica para o Brasil nos próximos 4 ou 8 anos seguintes devido a eleição presidencial de Lula. Até mesmo investidores internacionais já diziam-se fora desse barco [brasileiro]. Hoje tudo está diferente.
A mídia, como sempre, levando para onde os ventos sopram. Se é pra mostrar a popularidade de Lula, mostram as populações de baixa renda, ditas poucas instruídas, falando bem do presidente. Sendo que, do outro lado, está uma classe indústrial e bancária que nuna faturou tanto em tão pouco tempo.É mensalão, passagens e o escambal. Para falar mal têm vários.
E agora com essa poupança não é diferente. Em uma propaganda eleitoral do partido do PPS, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) critica a intenção do governo Lula de alterar as regras da poupança ao mesmo tempo em que empresta o dinheiro dos brasileiros ao FMI. “O governo vai mexer na poupança como fez o governo Collor. O PPS vai lutar para que isso não aconteça”, diz o deputado no programa eleitoral.
Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, os juros da poupança acabam sendo mais atrativos do que outros investimentos. A preocupação do governo é que os grandes investidores tirem dinheiro da renda fixa, por exemplo, e passem para a poupança, reduzindo o volume de financiamento no país. A Selic está em 10,25% ao ano, a menor taxa já vista.
Uma das vantagens da poupança é que não há cobrança nem IR (Imposto de Renda) nem taxa de administração, como ocorre nos fundos. A taxa de administração tem um custo que oscila normalmente entre 1% e 4% ao ano. E como a queda dos juros diminui o rendimentos dos fundos, fica mais vantajoso investir na poupança.

Lula confirma intenção do Governo em mexer na poupança
PACHECO,R.O.
China é o maior parceiro comercial do Brasil
País quebrou 80 anos de liderança em abril. No mês, exportações para a China foram de US$ 2,231 bilhões
Depois de 80 anos como o principal parceiro comercial do Brasil, os EUA perdem esse posto agora em Abril para o gigante asiático chinês que promete maiores acordos com o nosso país, que também está a disposição para construir ainda mais parcerias com a China. A disposição dos dois países cresceu bastante ainda mais com os avanços da crise econômica.
Em abril, as exportações para a China somaram US$ 2,231 bilhões, alta de 76,4% sobre o mesmo mês de 2008, e as importações ficaram em US$ 1,0 bilhão, totalizando uma corrente de comércio de US$ 3,2 bilhões. Já os Estados Unidos compraram do Brasil US$ 1,340 bilhão e venderam US$ 1,477 bilhão para cá, somando US$ 2,8 bilhões.
Depois que os EUA tiraram o posto da Inglaterra, nunca antes os EUA tinham perdido a primeira posição como parceiro comercial brasileiro. Para que o aumento do comércio com a China continue, seria necessário um aumento da demanda por lá juntamente com a queda das taxas de importações americanas.
Porém, as exportações brasileiras representam “cerca de 1%, apenas” na pauta de importações da China.Além disso, os americanos foram baqueados pela crise mas ainda não perderam a liderança comercial em todo o mundo. Para uma corrente comercial de US$ 3,46 trilhões dos EUA, as transações chinesas somaram em 2008 o equivalente a US$ 2,55 trilhões.
Assim como a China, outros países asiáticos têm aumentado a demanda por produtos brasileiros, de forma que a Ásia passou a ser o primeiro destino das exportações brasileiras em termos regionais. E é exatamente por isso o presidente Lula fará uma grande ofensiva à China neste mês, estando previstos vários eventos de divulgação do comércio brasileiro para “tentar diversificar e agregar valor às exportações” para os chineses.

A expansão chinesa
PACHECO,R.O.