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Roubini e BC da China: ainda não chegamos ao fundo poço

com 4 comentários

Nouriel Roubini afirmou na quarta-feira (27) que a recessão econômica global só será concretizada no final do ano, e que ainda não estamos no fundo do poço. “Nós não estamos ainda no final da recessão norte-americana e global”, disse o professor da Universidade de Nova York.

“Existe uma luz no fim do túnel”, afirma Roubini, mas a recuperação demorará mais do que o esperado, como também o ritmo de crescimento global. Contudo, o professor acredita que os EUA sairão fortalecidos da crise, imperando novamente.

Desta vez o pessimismo não se limitou apenas à Roubini. O Banco Central chinês ressaltou também que o fundo do poço ainda está distante e há “muitas incertezas” quanto ao rumo do preço das commodities.

O país, de acordo com o próprio BC, enfrenta problemas de demanda, capacidade instalada das indústrias acima do ideal, queda das receitas do governo e taxa de desemprego crescente.

Mesmo com o prognóstico desanimador do governo chinês, Roubini mostra-se mais otimista quanto à recuperação da economia asiática em relação às outras, basicamente, segundo ele, pelos concretos fundamentos da região.

Com agências

Escrito por goaa

Maio 28, 2009 às 10:12 am

Publicado em Economia

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4 Respostas

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  1. “Contudo, o professor acredita que os EUA sairão fortalecidos da crise, imperando novamente.”

    Nada surpreendente vindo de um acadêmico de Nova York. Mas não creio que será assim tão fácil. A crise teve início lá, por razão de um modelo econômico de mercado criado basicamente lá. Então penso que para que os EUA voltem a imperar eles devem primeiramente restaurar sua credibilidade e apresentar provas concretas de que possuem um novo modelo econômico que não cometerá o mesmo erro.

    O que tu achas?

    Quanto às “muitas incertezas” com relação ao rumo do preço das commodities, pergunto: onde fica o Brasil-sil-sil nessa história, visto que somos bastante dependente das mesmas?

    Forte abraço.

    Mateus

    Maio 31, 2009 em 12:02 pm

  2. Esse é mais um dos que acreditam na volta por cima dos EUA nessa crise. E eu to com ele, na real. Não é a primeira vez que ‘tombos’ assim acontecem e nem sempre determinaram a queda permanente de uma nação. Ainda mais um país como os EUA, nunca vão ‘quebrar’ assim como foi o Japão nos anos 80 e a Rússia em 1998. Foi um tropeço de hegemonia, com um corte profundo no dedão e que será sentindo por muito tempo. Mas na corrida, ainda estarão brigando pela ponta. Dê mais uns 5 anos pra eles, ou nem isso, pra ver no que teremos.

    As commodities brasileiras são o impulso para o desenvolvimento daqui pra frente. Todos sabem da nossa depêndencia sobre as mesmas e nada mais natural que aproveita-las. Esse pré-sal, com Petrobras privatizada ou não, trará grandes frutos. Temos grandes reservas de minério e grandes áreas de água doce, junto com a possível ascenssão do etanol. Basta aquela velha e boa gestão que o Brasil sempre careceu. Políticas públicas responsáveis.

    E que venha o 3º mandato! hahaha Não né.
    Abraço!

    goaa

    Junho 2, 2009 em 10:23 am

  3. Com certeza os EUA estarão brigando pela ponta. Creio que para derrubá-los, literalmente, deveria haver ou uma guerra ou uma crise econômica muito prolongada. Mas neste caso estaríamos falando de uma catástrofe, que não levaria os EUA somente ao buraco, e sim quase todo o mundo.

    A questão é que quando se fala em “imperar” há uma conotação de que os EUA continuarão a ditar as ordens do comércio internacional e a influenciar políticas externas das nações. Esta relação de dominância já cessou. Já percebemos que o mundo não gira em torno do dólar e que existem mercados consumidores fortíssimos além dos Estados Unidos.

    Mas acredito que o conflito aqui seja morfológico: não imperar também não quer dizer que não serão bastante poderosos e influentes. Apenas deixarão de ser a estrela do show.

    Mateus

    Junho 2, 2009 em 10:54 am

  4. Com certeza. A figura estadunidense já se concretizou e agora para desbancá-la será muito difícil. E com muita gente dizendo que a volta dos EUA fortalecido da crise é um indicio de que a ‘maioridade americana’ ficará ainda por muito tempo no cenario internacional. Mesmo sendo a figura imperialista e contestada que é, os EUA sabem do poder que eles promovem e da responsabilidade deles em manter essa superioridade.

    Como tu mesmo disse, se eles forem pro buraco, podemos arrumar nossas malas que embarcaremos juntos também. Eu aposto na volta desses maluco mais forte ainda e sendo quem são, provorão ao mundo que a figura americana é tão forte a ponto de resistir a essas turbulencias quanto qualquer outra super potencia que possa emergir daqui pra frente.

    Abração!

    goaa

    Junho 8, 2009 em 1:14 pm


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