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Archive for Março 2009

PIB dos EUA retraem abaixo do esperado. Porém continua preocupante…

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wall_street2Foi abaixo das espectativas do mercado, porém a queda do PIB americano preocupa e ainda preocupará mais se nada der certo daqui para frente.

Hoje pela manhã, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgou que a economia do país sofreu retração de 6,3% no quarto trimestre de 2008, enquanto que o mercado projetava uma queda de 6,6%.  Algumas projeções de certos economistas se mostraram pessimistas demais o que acabou não se concretizando. Porém mostra que as pessoas também se comportaram desta maneira, com baixa confiança.

Essa queda preocupa porque traz reflexos para o lado brasileiro. A maior parte do crescimento mundial dos últimos anos foi alavancada pelo Estados Unidos, então se o motor de expasão foi atingido sofrendo uma contração na sua composição, pode ter certeza que afetará o crescimento mundial.

O decréscimo do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre é consequência de um reflexo de contribuições negativas das exportações, gastos dos consumidores e investimentos em residências. O recuo das vendas de equipamentos de software também contribuiu para a queda do PIB norte-americano.

O recuo de gasto em relação aos consumidores foi, em certa parte, causada pela contração da oferta de financiamento e também o medo que a maioria dos americanos ficaram com a possibilidade de perder seus empregos. Aumentaram sua propensão marginal a poupar, digamos assim, em função da instabilidade econômica. Para a maioria dos entendidos, a economia do EUA fica ruim pelo resto do ano e ainda até o fim do primeiro semestre de 2010 quando, nas melhores hipóteses, começaria um novo crescimento baseado principalmente nos planos de Obama.

 

PACHECO,R.O.

Escrito por goaa

Março 26, 2009 em 5:26 pm

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O PACote Habitacional

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O Brasil de Lula começará a sair da crise pela mesma porta habitacional que entrou os EUA de George W. Bush?

Nesta quarta-feira, dia 25, saiu mais um pacote de ajuda à infra-estrutura brasileira com certa preocupação com a crise econômica de fundo. Serão gastos por volta de R$34 bilhões de reais na construção de moradias para a população que recebe até dez salários mínimos (R$ 4.650), no intuito de criar mais empregos e manter o crescimento do país. A parcela mínima será de R$ 50, enquanto o valor máximo do imóvel a ser financiado é de R$ 130 mil.

De vista parece ser uma alternativa a mais para o combate ao avanço da crise financeira. Há quem diga que o pacote servirá apenas de marketing para o governo em vez de ser uma assistência propriamente dita. Com o programa em andamento, muitos terão novas casas o que fará aquecer o setor da construção civil juntamente com a formação de novos postos de trabalho. E o que mais caracteriza essa nova medida, é o presidente Lula deixar bem claro: “Queremos gastar”.

Questões financeiras e econômicas de lado, como inflação e déficit, o que precisa ser levado em consideração, em primeiro lugar, é o caso das famílias a serem beneficiadas. Muitos não irão querer sair de suas casas pelo simples fato da estabilidade de onde mora, de já conhecer seus vizinhos e ter a maioria dos serviços por perto (escola, mercados, feiras, postos de saúde…). Muitos, ou se não todos, inclusive eu e você que está lendo, não sabem aonde serão construídas essas casas e isso torna mais preocupante ainda para essas famílias.

Se for realmente para gastar, porque que o governo federal, junto com os demais órgãos governamentais do país, não forma um programa de melhorias para os lugares já habitados? Incluindo a regulamentação de todas as áreas sem licenciatura e permissão para construir.

Portanto, se houvesse uma solução de urbanização dessas atuais moradias e que tivesse ainda uma melhoria nas condições básicas de vivencia dessas pessoas, desde saneamento básico até escolas e hospitais, seria bem mais aceitável e visto para a população do que simplesmente mudar essa gente para um lugar diferente. Para continuar vivendo com os mesmos problemas. Serão 1 milhão de casas e com certeza não ficarão prontas até o fim do mandato. Esperaremos para ver se continuará ou não esse PACote habitacional.

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PACHECO,R.O.

Escrito por goaa

Março 26, 2009 em 2:22 pm

Lula em NY

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Diante de investidores internacionais, o presidente promete crescimento

O terceiro líder mundial a ser recebido na Casa Branca pelo presidente americano, Barack Obama, o presidente Lula discursou em Nova York para uma seleta plateia de cerca de 200 investidores. “Enquanto a maioria dos países ricos mergulha na recessão, o Brasil vai continuar crescendo” disse.

Parecia um otimismo infundado. Afinal, apenas uma semana antes o IBGE havia divulgado o pior resultado trimestral na economia brasileira desde 1996, uma queda de 3,6%.

Em meio ao discurso e o ambiente em que encontram-se grandes nomes do mercado mundial, um assunto não permaneceu às escuras. O que se falava era o resultado de um relatório sobre o PIB brasileiro em relação à 2009. Feito pela S&P, o documento acusava uma queda de 4,5% do PIB brasileiro o que é praticamente absurdo, tanto para eu que vos escrevo quanto para o próprio Lula e grandes nomes do empresariado brasileiro.

 Por toda parte, economistas de dentro e fora do governo revisaram para baixo suas projeções em relação ao que esperavam antes da crise. Mas mesmo as previsões mais pessimistas falam em expansão.

 

 PACHECO,R.O.

 

 

 

 

Escrito por goaa

Março 25, 2009 em 3:39 pm

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Lula e Battisti

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Nada comprova melhor os efeitos da opção de governar sem trabalho do que o desastre crescente em que se vai transformando o caso Cesare Battisti.

Sempre é possível para presidentes da República, sobretudo para os que vivem com altos índices de popularidade como Luiz Inácio Lula da Silva, governar seu país sem os incômodos, as responsabilidades e os riscos de ter posições de verdade sobre questões complicadas.

Quando surgem problemas aborrecidos, pode largar a solução, e está sempre largando, para algum subordinado; afinal, ele tem 38 ministros diferentes, secretários com “status de ministro”, assessores com “status de secretário” e só Deus sabe quanta gente mais. É perfeitamente possível, em resumo, governar sem trabalhar, quando se dá à palavra “trabalho” o significado que ela tem para as pessoas comuns.

Nada comprova melhor os efeitos da opção de governar sem trabalho do que o desastre crescente em que se vai transformando o caso Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália pela prática de quatro homicídios e presenteado pelo governo brasileiro com “refúgio político”.

Na semana passada, enquanto a Itália chamava de volta o seu embaixador no Brasil, o presidente Lula tinha diante de si um problema que nunca quis criar e com o qual nem ele nem o Brasil vão ganhar nada, seja lá qual for a solução final. Não aconteceria o que está acontecendo se Lula, logo no começo, tivesse prestado mais atenção no que fez.

Num episódio envolvendo um país com que o Brasil jamais teve interesse algum em brigar, e no qual havia pelo menos quatro pareceres dentro do governo, três contra o refúgio e um a favor, ele abandonou a decisão só para o ministro da Justiça, Tarso Genro – que resolveu tomar o partido de Battisti.

O presidente não pode, é claro, ficar se metendo em tudo. Mas, se acha que a responsabilidade de resolver um caso desses não faz parte da sua lista de obrigações, o que teria de acontecer, então, para ele agir? Aí já não é delegar autoridade; fica parecendo abandono de serviço.

BRAZIL-ITALY-BATTISTI

PACHECO,R.O.


Escrito por goaa

Março 20, 2009 em 8:44 am

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O corte

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A nova taxa de juros estabiliza a Bovespa (junto com o setor financeiro) porém a queda poderia ser até maior.

O Copom cortou a Selic em 1,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano, sem viés. O corte poderia ser maior. A pressão sobre a inflação está menor, há a análise de que o IPCA já pode ir para o centro da meta, de 4,5%, em junho. Ou seja, haveria espaço para uma queda maior, sem pressão política para isso, porque a inflação está em queda.

O Copom diz que a decisão foi tomada também com a avaliação do cenário macroeconômico. E afirma que o Comitê vai acompanhar a evolução da inflação, “levando em conta a magnitude e a rapidez do ajuste da taxa básica de juros já implementado e seus efeitos cumulativos, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

A espera do corte da Selic fez também segurar as negociações na bolsa nesta quarta-feira. Não que alguém tenha apostado em manutenção da Selic, longe disso. A maioria do mercado previa um corte entre 1,5 ponto percentual e 2 pontos percentuais. Mas é que em um ambiente volátil, houve quem preferisse segurar um pouco mais.

O corte poderia ter sido maior, mas o mais importante é que o governo preservou a autonomia do Banco Central. Se o governo interferisse e os juros caíssem drasticamente, no dia seguinte os juros futuros subiriam. A Selic sozinha não tem o poder mágico de evitar a recessão. É preciso uma estratégia para enfrentar a crise, e os investimentos públicos precisam sair do papel.

O Banco Central deveria reduzir o espaçamento das reuniões? Tem muita gente discutindo isso, e poderia ser assim. Não para 15 dias, mas voltar aos 30 dias regulamentares. Este era o prazo normal quando foi criado o Copom. É o prazo nos Estados Unidos e em vários países.

Em 2006, o Banco Central disse que a situação estava tão tranquila que faria a reunião a cada 45 dias. Agora a situação não está nada tranquila. O Banco Central poderia, sim, reduzir o tempo entre uma reunião e outra.

Na última reunião do Copom, no dia 21 de janeiro, o corte da taxa de juros foi de 1 ponto percentual. Em duas runiões, a Selic passou de 13,75% ao ano para 11,25%.

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PACHECO,R.O.

Escrito por goaa

Março 12, 2009 em 9:49 am

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