Archive for Janeiro 2009
dia 21
Amanha acontece uma nova reunião do Copom.
Nesta quarta-feira, acontece a tão esperada reunião de queda da taxa de juros do Copom. Diante a expectativa da posse de Obama no dia de hoje, a taxa de juros vem no embalo e pode caracterizar um dia de ganhos para investidores na bolsa de valores.
Estimativas é o que não faltam. O mercado espera um redução drástica da taxa Selic em no mínimo 0,50%, coisa que a cúpula do Copom é praticamente obrigada a fazer. Dados e estatísticas sobre a queda nos índices de inflação só aumenta a expectativa de quada na selic.
A Selic está em 13,75% ao ano, um dos maiores patameres do mundo. Todos os índices de inflação divulgados nos últimos dias mostram queda, a diminuição na demanda está ajudando a reduzir a pressão sobre os preços, o dólar não impactou como parecia que ia fazer.
Não há nenhuma pressão de elevação da Selic no momento. Nem no câmbio. Como se vê, há espaço para a queda. E ela deve acontecer por razões técnicas.
PACHECO,R.O.
goaa
dia 20
Particularidades à parte, a semana começa no dia em que o mundo se volta, mais uma vez, para a Casa Branca.
Já não basta toda a cerimônia e expectativa que já é de costume quando um presidente eleito toma posse, agora o figurão da vez é um dos possíveis salvador da grande crise que afunda os EUA.
Diante de toda a expectativa em torno na posse, o mundo irá parar no dia 20 para ver o que será um dos maiores feitos da democracia dos últimos tempos.
Barack Obama, senador por Illinois, formado em Direito em Harvard. O próximo presidente dos EUA, quando definitivamente entrará na Casa Branca amanhã, será um dos maiores responsáveis para estabilizar as contas que o seu próprio povo desencadeou.
Com grandes quedas no consumo, o desemprego aumentando, a disponibilidade do crédito cada dia a mais sufocando grandes corporações, montadoras à beira de concordata…e assim vai. Obama, de certa forma, já entrou na história. Agora é esperar se ele, de uma forma tão espetacular quanto sua posse, consiga fazer que essa tempestade passe sem levar mais ninguém.
Esse ano já está comprometido. A tarefa é dimunuir como pode o baque do prejuízo e esperar que a maré baixe para o ano que vem. 2009 não escapará de uma significativa recessão, porém será um grande desafio que, se for batido, ai sim Obama entrará de vez na história da humanidade.

Detalhe: o primeiro afro-americano a ser eleito presidente estadunidense, e também o único senador afro-americano na atual legislatura.
PACHECO,R.O.
Demissões
A partir da próxima semana sai os novos dados do desemprego em Dezembro no país. Prometem ser o dobro.
Nesse começo da próxima semana, mais específicamente segunda-feira, 19, sai os dados sobre o desemprego no Brasil em relação ao mês de dezembro do ano passado.
Esperam-se praticamente o dobro de demissões que a média para o mês, o que preocupa a instabilidade econômica daqui para frente.
Estimam-se cerca de 400mil a 600mil desempregados à mais no mercado desde dezembro. Número bem maior em relação ao normal para a época do ano, algo em torno de 300mil.
O presidente Lula se convenceu das novas medidas dos empresários e adimitiu esses novos dados de dezembro. Ponderou ainda sobre os novos cargos criados em 2008 que até em outubro chegaram a 2,1 milhões de novos postos de trabalho.

Na China, relativamente à sua população, a coisa é mais grave. Em torno de 10 milhões de trabalhadores que perderam seus empregos em grandes centros comerciais, voltaram para o campo.
Esse exôdo-rural é uma das grandes consequências da crise nos dois setores em que estão as maiores concentração de mão-de-obra inexperiente dos últimos 20 anos.
Os retirantes chineses formaram o pilar da competitividade que levou o país agrário a se tornar potência industrial em menos de três décadas. A China virou a terceira maior economia do mundo, em parte graças aos 200 milhões de vidas que desconhecem sábados e domingos, aceitam salários irrisórios sem reclamar e vagam pelo país atrás de empregos.
PACHECO,R.O.
Sobra gás no Brasil. Azar da Bolívia
A indústria reduziu o consumo de gás natural em pelo menos 20% em dezembro. Nos postos, a demanda por GNV recuou 15%. Tudo isso levou a uma sobra do produto que forçou o Brasil a cortar em 6 milhões de metros cúbicos por dia a importação do gás boliviano.
Com isso, diz o Valor Econômico (íntegra para assinantes), a Bolívia deixará de arrecadar US$ 120 milhões mensais nos três primeiros meses de 2009 – o que não é pouca coisa para um dos países mais pobres do continente.
Essa perda foi levada em conta pelo governo brasileiro para não fechar ainda mais as torneiras –a intenção inicial era reduzir o consumo diário em 11 milhões de metros cúbicos.
O Filtro – Época