Redução da taxa não foi suficiente para alguns.
Mesmo com a grande redução na última reunião do Copom, muitos analistas acreditam que a redução poderia ter sido maior. E já no ano passado.
Passado a posse de Obama nos EUA, o mercado brasileiro se virou inteiro para aquela que seria o princípio de retração da taxa de juros nas reuniões do Copom. A redução foi grande. E tardia também…
Com a inflação sobre controle, grandes economistas e chefes de gabinetes nos ministérios acreditam que a queda deveria ter sido já na última reunião do Copom, em dezembro. Ocorrida a queda, agora é esperar para mais.
Pode ocasionar alguns pontos importantes devido à redução. Um dos principais fatores é o psicológico. Grande parte do investimento virá com a crença de uma estabilidade de investir com a queda dos juros e é assim que deve seguir as coisas. Cada um com a sua parte e o Brasil crescendo.
Diante das metas do Governo, o crescimento brasileiro para 2009 atingirá a altíssima marca dos 4%, o que seria algo incrívelmente ascendente. Muitos acreditam que o crescimento fique mesmo em torno dos 2%. Sendo 2% ou 4%, convenhamos, estamos crescendo.
O último receio do Banco Central e dos economistas que mais entendem de inflação era o repasse da alta do dólar para os preços. Mas isso não aconteceu principalmente porque a demanda está fraca. Ninguém vai querer subir preços num clima de competição e queda nas vendas.
Então é esperar que novas reuniões aconteçam de forma objetiva e, porque não, mais cedo. A crise vai se alastrando e não vai esperar governo nenhum tomar providências depois que o bonde passar. A taxa básica de juros deverá entrar numa depreciação daqui para frente.
É o papel do governo fazer ela cair e manter junto com uma inflação regulada. São tarefas relativamentes difíceis, porém necessárias.

PACHECO,R.O.