É um ano em que podemos nos fortalecer.
Enquanto o mundo anda para trás.
Será um ano difícil para todos, como já se sabe, com recessões em todo o canto do planeta e inclusive na principais economias. A China diminuirá bastante seu portifólio de exportações, devido à queda da demanda mundial, nada de novidade. A Índia sofrerá pelas mesmas situações, crescendo pouco, porém crescendo. A Rússia está praticamente em recessão, com o petróleo principalmente indo cada vez mais a fundo nas negociações. E o Brasil crescerá menos também, obviamente, porém o Brasil é um país que pode se fortalecer ainda mais com atitudes certas e bem elaboradas. Assim seja 2009, que venha!
É um ano que já começa muito difícil. Entre as principais causas econômicas que podemos esperar para 2009, em relação ao Brasil, nada é mais esperado que a queda da Selic pelo Copom agora em Janeiro. Diante dos dados, principalmente do penúltimo trimestre de 2008, praticamente nada impede de uma redução na taxa básica de juros já na primeira reunião. A grande dúvida é quando que essa queda chegará nas contas dos consumidores e nos tomadores de créditos dos bancos. Nesse momento, por exemplo, os bancos estão cheios de dinheiros. Normalmente deveriam estar emprestando mais barato, mas eles não estão querendo emprestar.
A inflação irá subir menos que 2008, algo em torno de 5%, diante das espectativas dos economistas. Bem menos para o final de 2009. Até porque terá menos pressão nos preços, a demanda irá diminuir, as pressões sobre as commodities também cairão. O desemprego é uma coisa que todo começo de ano aumenta. O problema é o que irá vir depois de Maio ou Abril. Esperamos que o desemprego mantenha o mesmo ritmo, no mínimo, como o que teve ano passado.
A balança comercial continuará em queda, acompanhando o rastro negativo do ano passado. Os preços das commodities, cerca de 60% das exportações brasileiras, estão caindo acompanhando a demanda global. O índice de commodities que compõem 19 produtos, teve a maior queda, no ano passado, desde 1956. O câmbio ficará alto, porém já tinha crescido um monte ano passado e as altas da moeda norte americana não serão tão significativas como foi ano passado. Vale lembrar que o dólar junto com o ouro, foram os melhores investimentos no Brasil. Quem comprou dólar ou tem suas reservas de ouro em algum lugar, se deu bem.
Os indicadores do começo do ano serão muito negativos, porque serão indicadores correspondentes ao final do ano passado, quando a crise chegou ao Brasil. O primeiro trimestre também deve vir com números ruins, mas daí para frente é possível uma recuperação. Um grande incentivo para este início do ano é que faltam 18 dias para o fim do mandato do governo Bush. Isso dará ânimo a todas as economias, não só a americana.
É um ano de transição. Se o Brasil souber lidar com as próximas situações econômicas de uma forma correta, sem tanto medo ou impondo mais diretrizes severas nas ordens, principalmente com os bancos, o país tem tudo para sair dela ou do ano, de uma forma categórica enquanto o resto do mundo fica andando para trás.
PACHECO, R.O.