Archive for Dezembro 2008
Plano Brasileiro
Governo Brasileiro lança o primeiro plano anti-crise. Sendo que o salto alto ainda existe…
As medidas anunciadas ontem pelo governo para reduzir impostos e aliviar os efeitos da crise econômica vão injetar R$ 8,4 bilhões na economia. Segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda), essa redução na arrecadação será compensada pelo aumento da atividade econômica. Entre as principais mudanças anunciadas estão a nova tabela do Imposto de Renda, a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para o consumo e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para as montadoras.
Além disso, o Banco Central estima liberar mais US$ 10 bilhões para rolagem de dívidas de empresas brasileiras no exterior em 2009, dinheiro que sairá das reservas internacionais. O objetivo é evitar que essas empresas venham pegar crédito no Brasil e pressionem ainda mais os juros por aqui. O ministro não descartou novas medidas para manter a meta de crescimento de 4% em 2009.
Essas novas medidas equivalem a menos R$9 bilhões de reais em arrecandação para 2009, o que muitos acreditam necessário perder alguma coisa agora do que deixar de arrecadar e não ganhar nada no futuro. As medidas do Governo para lidar com a crise já ultrapassa R$250 bihões de reais o que não deixa de ser significativo. Porém, à vista de uns, tardia. Enquanto o mundo inteiro já vinha em um movimento de estímulo econômico forte desde agosto, o Brasil agora vê que a crise pode pegar o país e realmente deixá-lo parado. É muito pretenção do governo ir na contra-mão do mundo em querer manter o crescimento em 4% em 2009, um ano em que muitos países estarão em recessão. Mas como o próprio Mantega falou, se for necessário, e será, novas medidas serão tomadas para que essa meta não fique distante.
Agora, essa redução na arrecadação (menos R$9 bi) junto com o volume de recursos mobilizados no combate à crise no Brasil já ultrapassa R$ 250 bilhões. O montante foi colocado à disposição do mercado por meio de linhas de crédito, liberação do compulsório e incentivos fiscais.
De acordo com o economista Cláudio Gonçalves, do Corecon-SP, “agora, de fato, o governo está começando a enxergar o tamanho do problema”.
Segundo ele, o foco até então vinha sendo a liquidez do mercado, ou seja, a falta de recursos para financiamentos, sobretudo para as empresas. Com o agravamento da crise e os sinais de desaquecimento no consumo, o governo brasileiro partiu para uma nova etapa. “Faltava o governo abrir mão de receita, o que está sendo feito agora”, diz.
Agora esperamos para que o país caia na real e veja que não podemos simplesmente esperar que o mercado se auto ajuste esperando que o povo continue comprando, sem intervenção estatal e que o salto alto fique de lado para que o Brasil encare e passe de uma vez essa crise.
PACHECO,R.O.
Reunião do Copom
Copom mantém taxa básica de juros em 13,75% ao ano
Em reunião realizada ontem, dia 10/12, o Comitê de políticas monetárias do BC, decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. Nos últimos dias foram divulgados novos índices de preços que poderiam indicar uma redução da Selic nesta reunião. Porém nem a queda dos preços em alguns setores e junto com a crise financeira, fez o Copom reduzir.
Hoje, por exemplo, o BC da Coréia decidiu fazer mais uma redução da taxa de juros. E foi uma redução acima do esperado pelos analistas. Agora, a taxa de juros coreana segue à 3% ante 4%. Outro país que pode continuar cortando juros é a China. A inflação no país despencou em novembro. A queda da inflação sinaliza que o desaquecimento no país está ocorrendo de forma mais acelerada que o previsto.
Voltando ao Brasil. Na reunião de ontem, houve indícios de uma possível redução da taxa já na reunião de hoje. No comunicado de hoje, o BC informa que os membros do Copom vão monitorar o cenário e as possibilidades de queda, ou de alta, da inflação, para aí sim definir o rumo da política monetária a ser seguida.
Os índices de inflação estão em baixa, como divulgados nos últimos dias, e o dólar ainda não pesa sobre a inflação. O que pode aconter é uma redução no início do ano que vem, caso as compras do natal não sejam suficientes. A queda na demanda interna, a possível desvalorização das commodities e o peso da taxa cambial sobre a inflação, fará que o BC fique sem saída a não ser diminuir a Selic.
PACHECO,R.O.
Enchente em SC pesou na balança comercial.
OBS: Entendo o momento em que minha cidade está vivendo devido à essa catástrofe. Os números aqui não serão sobre vidas perdidas ou afetadas, apenas dados da economia real. Fica aqui minha solidariedade aos atingidos. Só estou comprindo o objetivo do blog.
Grato.
Os números que pegaram a economia.
O governo adimite que a meta para as exportações em 2008 não será alcançada e um dos motivos, não poderia deixar de ser, é situação que se encontra Santa Catarina devido as enchentes. As exportações em novembro já vem em quedas, o que também impedirá de alcançar a meta de 2008.
Em novembro, o Brasil exportou US$ 14,7 bilhões, 12% a menos que em outubro. Com isso, as exportações acumuladas no ano ficaram em US$ 184 bilhões. Isso significa que o país precisa vender US$ 18 bilhões em dezembro para que a meta seja cumprida.
Além da situação dos portos de Itajaí e Navegantes que pesaram para a queda nas exportações, o governo já espera, também, um impacto negativo na balança entre US$ 600 milhões e US$ 1 bilhão apenas por conta da queda no preço do petróleo. E ainda a queda nas exportações de minério de ferro da Vale para a China registrada desde o mês passado.
Nas importações, o estrago em Santa Catarina resultará uma redução de US$ 170 milhões nas compras brasileiras. No ano as importações geraram uma alta de 46,3% em relação a 2007 nas contas do Governo.
E Dezembro já começa ruim para as perspectivas do governo. A balança comercial brasileira registrou na primeira semana de dezembro um déficit de US$ 435 milhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Realmente será um mês complicado, principalmente para as regiões afetadas pelas enchentes. Desde prejuízos comerciais até humanos, as perdas são incalculáveis. Tanto Dezembro como praticamente o próximo ano inteiro será de reconstrução em SC o que gerará mais custo do Governo o que não deixa de afetar as contas públicas. Esperamos que a economia não seja a prioridade nesse momento e que investimentos saem do papel para salvar essas pessoas. As vítimas são as que precisam de mais ajuda.
PACHECO, R.O.
É só olhar a 25 de Março…
“É só ver como está a 25 de Março, só ver como está os shoppings, o povo tá comprando”, disse o presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que “é hora de baixar os juros” e de reduzir os preços para estimular o consumo. É uma atitude louvada, sinceramente. Não vejo o porque de manter a taxa de juros alta com compulsórios sendo diminuidos para liquidar o mercado e mais o mundo inteiro abaixando suas respectivas taxas de juros.
O Brasil não está tão na risca como o resto do mundo a ponto de jogar a taxa para baixo a fim de estimular o consumo. O próprio Lula diz que está tudo normal para o consumo. O brasileiro não deixou de comprar o que queria e pesquisas afirmam que, mais da metade se garante com o emprego que possui até final do ano que vem. Será um ano um bom para o consumo brasileiro? É melhor não abusar da sorte…
“Se você tem um emprego, então tem um salário. Então compre o que tinha planejado comprar”, afirmou. Para Lula, os brasileiros podem estar temerosos de perder o emprego e, por isso, evitam os gastos. “Mas se o consumo cair muito pode haver desemprego. Até a publicidade dos jornais pode cair”, afirmou aos jornalistas.
Mesmo com essa onda otimista do presidente, ele manda quitar dívidas de até R$10mil com a União. Pede para diminuir a taxa de juros para que o consumo não fique menor. O Governo criando novos cargos públicos, o que gera inflação, porque é gasto governamental. Diminui compulsórios e assim vai. Vejamos qual é a verdade que o governo está tentando nos passar…com tudo isso não vejo um ano tão seguro para o Brasil não. Quem sou eu para contestar uma coisa assim (risos).
Vejamos:
O governo federal prepara medidas de incentivo fiscal para alguns setores da economia prejudicados pelos efeitos da crise financeira internacional e deve divulgar os pontos na semana que vem.
A balança comercial brasileira registrou na primeira semana de dezembro um déficit de US$ 435 milhões.
A economia brasileira vai perder uma parte de seu ímpeto devido ao endurecimento das condições de crédito na primeira metade de 2009, um ano no qual o crescimento cairá para 3%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a queda de 1,7% na produção industrial divulgada nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reflete uma desaceleração da economia brasileira que já era esperada para o último trimestre do ano.
São notícias que preocupam, mas cada um sabe de seu pé de meia. Longe de mim saber o melhor investimento, porém sair gastando achando que a marolinha já passou ou quando passar, será imperceptível, já é demais. Muita coisa está para acontecer ainda, com ou sem planos de Obama. Esperamos para ver como será os números deste natal. Qualquer coisa, só nos restarar a comprar na 25 de março mesmo.
Fonte: Folha Online
PACHECO,R.O.
Vende-se Pré-sal, a melhor escolha para o seu natal.
Nosso ouro nego atraindo investimentos.
A ascensão do pré-sal brasileiro já cria asas mundo à fora. Não é de se estranhar até pelo tanto que temos em baixo de nosso oceano. É tanto petróleo que chega a ser egoísmo por parte nossa. Jamais. O que é o nosso não se mexe! Pelo menos isso e a caipirinha o governo já condenou ser brasileiro. Daqui ninguém tira. Será?
A China já está de olho em nossa riqueza. Na verdade, o problema é como será extraído isso tudo, porque o que importa mesmo é o dinheiro ficar para os brasileiros. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a China está negociando um empréstimo à Petrobras para exploração do pré-sal brasileiro. A China ofereceu um empréstimo de US$ 10 bilhões para a Petrobras investir na exploração do pré-sal e em contrapartida, pede um percentual de petróleo pelo empréstimo. De graça não seria.
O ministro disse ainda que o novo modelo de exploração de petróleo pode ser definido na próxima semana e que a criação de uma estatal com o sistema de partilha de produção é a proposta que conta com maiores adesões.É preocupante, porque tudo o que é partilhado com estrangeiros, o Brasil tem um certo atraso. A China não vem para fazer o Brasil crescer. Se ela vier com dinheiro para o petróleo, com certeza mais da metade é que ela deve ficar. A crise mostra isso e a desaceleração para eles será mais ruim que para nós. Nada como alimentar a economia da maneira mais fácil.
PACHECO,R.O.