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Conta-gotas. Jamais um pacote.

com 3 comentários

O Governo Brasileiro insiste no conta-gotas; melhor que um pacote anti-crise.

Um sarcasmo. O Governo foge da palavra “pacote” de um jeito tão amador que por fim se nega a aceitar que suas medidas já formam um belo de um pacote anti-crise. Porque tão teimoso fora aceitar a situação econômica brasileira enquanto o mundo inteiro está no vermelho? Não devemos manter a incerteza no mercado, mas não podemos lidar com a situação como marolinha. É a mão visível do Estado tapando os buracos cavados pela mão invisível do mercado.

A soma é assustadora. E as medidas estão apenas começando. Tira compulsório dos bancos, fazendo liquidar o mercado, buscando alternativas para manter o financiamento com crédito fácil. Foi assim o primeiro remédio do Governo contra a crise. Muitos acreditavam que não chegaria a tanto, mas esses muitos verão ainda a quão longe isso chegará.

Liberando compulsórios; enxultando a receita com uma rara diminuição em impostos, como o que foi feito com o IPI; e liberando linhas de créditos pelo país à fora. De pacotinho em pacotinho, já se chegou a um pacotão. Injetaram-se na economia algo como R$ 363,3 bilhões. É uma bela cifra para quem não esperava tanto.

E 2009? O ano já começa com uma medida (pacote?) anunciada pelo próprio presidente Lula. Para o primeiro trimestre de 2009, o qual será o mais determinante para a consolidação dessas intervenções, Lula anuncia cerca de R$6 bilhões à mais no pacotinho para o investimento. É uma das principais metas do Governo Lula para o ano que vem. Inesperada, mas uma das principais.

naylor_money_lgO valor do projeto é equivalente a 0,2% do PIB  e elevará os gastos para cerca de R$ 33 bilhões. O objetivo é evitar uma desaceleração muito acentuada da economia no primeiro trimestre.

PACHECO,R.O.

Escrito por goaa

Dezembro 22, 2008 às 10:57 am

Publicado em Economia

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3 Respostas

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  1. Primeiramente, olá! Estou de volta, e agora pra ficar.
    “Segundamente”, meus parabéns, teus posts estão cada vez melhores. Espantei-me, depois de 1 mês sem lê-los, com a qualidade deste último.

    Concordo contigo. Devemos abrir o jogo. Se a água nos bateu os fundilhos devemos agir como tal e tomar as medidas necessárias. Mas vejo uma estratégia sábia por parte do governo brasileiro. Se anunciarmos grandes pacotes para conter os efeitos negativos da crise afastaremos os investidores externos que buscam nos países emergentes um porto seguro.Quem sabe doses homeopáticas de medidas criem um ambiente mais otimista aos olhos dos ávidos investidores, e ao mesmo tempo amenizam os sintomas da crise. O quê tu achas?

    Forte abraço!

    Mateus

    Dezembro 25, 2008 em 9:24 am

  2. Obrigado amigao, que bom que voltaste! :D

    Então, não deixa de ser uma estratégia interessante mas se tu for ver, elas só vieram depois que as coisas aconteçeram.Não vejo muita inteligência esperar ’se machucar para depois passar o remédio’ entende? O mês de Novembro para a indústria automobilística brasileira foi terrível, mas porque esperaram cair as vendas para só depois, com influências ou não, isentar o IPI dos carros 0km? Parece que o governo só atua quando alguma coisa acontece, só para mostrar que está ‘trabalhando’. Vai que a liberação de um super pacote, nas medidas brasileiras, não funcione como uma figura de preeminência no cenário mundial.Acho que 2009 não escapa cara. Espero que pelo menos o PIB não fique no vermelho…

    Abraçao!

    goaa

    Dezembro 25, 2008 em 10:29 am

  3. Tens razão. A questão de “esperar machucar para passar o remédio” acontece e é cultural. Está enraízada em nossa história e demanda de muito esforço para mudar essa deficiência. Isso acontece em todos as esferas da sociedade.

    Quanto ao ano de 2009, prefiro não me comprometer. Passei um mês sem ler notícia alguma, então estou fora de contexto. Mas certamente a crise já se mostrou uma pedra no nosso sapato. Íamos bem, de vento em popa. Agora nem tanto.

    Abraços.

    Mateus

    Dezembro 26, 2008 em 10:29 am


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