Goaa ॐ – Leia & Entenda

Politicomia – ECONOMIA & POLÍTICA

Fed e Bacen brasileiro no mesmo caminho.

com 3 comentários

Fed corta; Selic mantida.

A repercussão do corte da taxa de juros americana foi boa ao redor do mundo. As bolsas asiáticas mantiveram o movimento de alta da terça feira e, nesta quinta-feira, a maioria dos pregões fecharam em grandes altas. E está refletindo nas bolsas európeias. O Fed vem de um movimento de corte das taxas de juros seguido pelos principais banco centrais do mundo. Agora com a taxa de juros americana a 1% (antes 1,50%), alguns dos mais conservadores investidores do mundo podem diminuir sua “participação” no tesouro americano. Essa atitude faz, entre outras coisas, aumentar o valor do dólar aqui no Brasil por exemplo. A maioria do que se vê no mercado hoje, é atitudes assim para simplesmente manter a garantia do dinheiro viva. A rentabilidade nem é o que importa no momento, basta apenas assegurar os verdinhos.

No Brasil o ritmo é o mesmo. Em reunião realizada nesta quart-feira, o Copom manteve a taxa Selic no patamar anterior por não ter motivos amplamente esclarecidos para fazer algum tipo de reajuste. Essa semana, o BC do Brasil liberou mais de 30bi de reais em compulsórios para dar mais liquidez no mercado. Não seria sensato, aumentar o ritmo de liquidez no mercado, sendo que dias depois, o preço pelo mesmo, ou seja, a taxa de juros, seria aumentado.

O Brasil está em um ritmo seguro de consumo onde que essa taxa não pegou a onda de comprar do consumidor brasileiro. A economia real é o alvo mais temido onde a crise pode chegar, e é aonde não podemos deixar que ela chegue.

E parece que estamos de bem com o Fed. Foi estabelecido um acordo com alguns países cuja economias estão de certa forma mais fortes e bem administrada que as outras mundo à fora. E o Brasil é um deles. O Brasil terá um reforço de até US$ 30 bilhões nas reservas internacionais por meio do acordo de troca de reais por dólares fechado nesta quarta-feira (29). A operação não terá custo para o Brasil. Além disso, a devolução dos dólares será feita pela mesma taxa de câmbio da operação de compra. Ou seja, não haverá variação cambial.

Hoje, as reservas do Brasil estão em US$ 203 bilhões. Parte desse dinheiro vem sendo utilizado para que o BC possa acalmar o mercado de câmbio, devido à falta de dólares desde o agravamento da crise internacional de crédito.

PACHECO, R.O.

Escrito por goaa

outubro 30, 2008 às 9:53 am

Publicado em Economia

Etiquetado com , , , , , , , ,

3 Respostas

Subscreva aos comentários comRSS.

  1. Sou leigo no assunto, mas quando voçê diz que o Brasil tem U$ 203 bilhões, este montante não deveria ser usado para o tal PAC, ou até mesmo para outros programas do governo, ao invés de simplesmente tentar controlar o câmbio?
    Outra questão importante a crise já afeta a economia real, como visto em vários balanços de empresas nacionais que divulgaram perdas com derivativos e câmbio.
    Frisando o montante de U$ 203 bilhões, é possível o Brasil manter o mesmo nível de crescimento com esta reserva? Sendo que somente a Vale necessita de U$ 19 bilhões para investimentos e a Petrobras outra gigante nacional tem uma demanda por investimento no valor de U$ 700 bilhões aproximadamente, que rumo a nossa economia dita forte irá tomar com este montante que para muitos é uma absurdo, mas tendo em vista a necessidade de investimento que as nossas empresas necessitam, francamente U$ 203 bilhões em reservas é esmola.

    Gleidson Adriano da Costa

    outubro 30, 2008 em 11:09 am

  2. Gleidson, certamente esta reserva brasileira não impedirá que a nossa economia pare de crescer. Nem mesmo as reservas de outros países, que são muito maiores, realizam tal proeza. A questão é: estamos crescendo a uma média de 5%. Se temos boas reservas (como é o caso do Brasil), durante a crise iremos crescer a 2,5% ou 3%. Mas se as reservas não forem boas nosso crescimento pode chegar a 0% (recessão). E olha que em tempos de recessão um crescimento de 2% é de botar inveja.

    Mateus Noriller

    outubro 31, 2008 em 9:47 am

  3. Quando eu vejo o BC entrar para liquidar o mercado de câmbio com essas reservas, eu nao vejo que essas medidas podem dá algum impacto direto, pelo menos não a curto prazo, sobre as empresas que perderam com essa instabilidade cambial. Essa interferência serveria para manter o equilíbro nessas taxas cambias depois de tanta perda de investimento externo que o Brasil passou. Em relação aos prejuízos privados que o Gleidson falou, com certeza, em parâmetros mundias, esse valor é relativamente pequeno diante da necessidade do papel do dólar no Brasil. Só que hoje, é uma das melhores do mundo, imagino. Portanto, se o crescimento brasileiro ficar entre 2% e 3% como disse o Mateus, não podemos de desconsiderar este avanço e achar que esta reserva é tão chula quanto parece. Posso está errado, mas considerando as interferências do BC até agora, penso que o dólar está numa cotação razoável diante deste contexto de crise.

    goaa

    outubro 31, 2008 em 9:59 am


Deixe uma resposta