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As Bolsas européias operam em altas significativas nesta quarta-feira, após dias de perdas.

Depois de dias de perdas significativas para a maioria das bolsas de valores do mundo, desde ontem (28), os negócios estão indo numa crescente de altas e bons resultados. Coisa de pouco mais de dois dias, no máximo. Muitos analistas acreditam que este momento de alta é um simples momento de trégua para o mercado depois de grandes perdas na semana passada.

Hoje, (29), o Fed vai anunciar a nova taxa de juros americana. Este foi um grande motivo pelas seguidas altas desde ontem. Muitos acreditam numa manuntenção da taxa de juros em torno dos 2%, mas o que tudo indica é que o Fed reduzirá os juros em 0,25%. Esta medida é para, de uma maneira geral, acionar o poder de compra dos americanos que esta semana, foi classificado como a maior queda em 41 anos. O temor pelo consumo e gasto do dinheiro que “ainda está sobrando” é o que mais aflinge as economias desenvolvidas.

A onda de baixa das taxas de juros foi acompanhada também por outros cinco grandes Bancos Centrais para promover um maior investimento em suas economias. Os BCS realizaram um corte emergencial de juros, em meio ao cenário de declínio das finanças mundiais, e de risco de uma recessão global.

Por aqui, a nova reunião do Copom deve sair hoje também com espectativas de um aumento menor na taxa básica de juros. A taxa não deve passar dos 14% e poderá ter um acréscimo menor em relação ao que a maioria dos analistas esperavam. A taxa deve passar dos atuais 13,75% para 14% nesta quarta-feira.

O Brasil tem uma boa demanda interna que, até então, não se mostrou afetada pela crise. Não paramos de consumir o que faz as veias econômicas se manterem líquidas com créditos abundantes. E este é uma coisa que devemos nos preocupar, no meu ponto de vista. Em momento como este, nunca é demais guardar um pouco do dinheiro, poupar e segurar  as preocupações sobre se o dinheiro irá se derreter ou não.

Nesta mesma pesquisa sobre a taxa de juros, a piora na crise financeira internacional levou os economistas ouvidos pelo Banco Central a reduzirem suas previsões para o crescimento da economia em 2009. A expectativa para o crescimento do PIB no próximo ano caiu de 3,35% para 3,10%. Para 2008, teve um pequeno aumento de 5,22% para 5,23%

PACHECO, R.O.

Escrito por goaa

Outubro 29, 2008 às 9:41 am

Publicado em Economia, Negócios, Política

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