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Pré-sal

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O ouro-negro brasileiro.

Monstro do oceano

Monstro do oceano

Até pouco tempo atrás, fora alguns especializados no assunto e a grande cúpula da Petrobras, ninguém sabia sobre o tal do “pré-sal”. De uma hora pra outra, todos se vêem adeptos a opniar sobre essa nova descoberta. O que ‘alguns’ bilhões de dólares submarinos não faz, não é mesmo? Pois então, fora ideologias e certas burocracias, basta saber agora com quem ficará a administração desta nova riqueza.

Essa descoberta equivale a uma área de aproximadamente 800 mil metros que vai do litoral do ES até o de SC.  É calculado em uma proporção gigantesca de petróleo para pelo menos uns 100 anos para frente. As reservas correspondem a uma demanda mundial atual por pelo menos mais cem anos, só que isso tudo, apenas para o Brasil. Que belo exemplo de exploração petrolífera de um país que insiste na produção de biocombustível. Não que seja errado a produção do nosso etanol, apenas que haja um bom uso de ambos os recursos.

Mas como será exlorado esse tesouro submarino e, sobretudo, quem vai ficar com as centenas de bilhões de dólares que serão retiradas do oceano ao longo dos próximos anos. A Petrobras? Uma nova estatal? As duas? Uma delas, ou ambas ou mais outras do ramo que lá já exploram? O presidente Lula já disse que esse petróleo não pode ficar nas mãos de meia dúzia e diz que essa riqueza pertence à um só dono: o povo brasileiro.  O petróleo (Petrobras) sempre foi do governo, de quem comprou suas ações ou de empresas que dividem com ela o trabalho de exploração. Os demais aguardam.

Hoje, o Brasil não dispõem de uma tecnologia PRÓPRIA para a fabricação de equipamentos de plataformas na exploração do petróleo. Com certeza não. E para consegui-las, é claro, paga-se um preço bastante alto e pior, essa tecnologia vem de fora. Será que esse investimento não começaria já pelo aumento da dívida pública e/ou externa na obtenção desses recursos? Imagino que sim…

E o que eu acho o mais absurdo na questão do uso do dinheiro que será arrecadado com o “pré-sal”, é a ousadia de dizer que iriam resolver o problema da educação brasileira. Mais ou menos como se pretendeu resolver o problema da saúde com a CPMF. Se o governo federal vai arrecar para cima de 700bi de reais neste ano e não consegue melhorar a educação em nada, por que conseguiria algum sucesso repentino jogando mais verna em cima do problema? O dinheiro do pré-sal  vale a mesma coisa que qualquer outro: não faz mágica.

Só de dinheiro que é mandado ao governo pela Petrobras e suas distribuidoras, a soma chega a passar dos 45 bilhões de dólares. Se todo esse dinheiro, ou parte dele, vai ou não para a educação, é responsabilidade do governo. Ninguém mais é responsável pela gestão do sistema educacional brasileiro e, se a gestão é incopetente como realmente é, não há pré-sal que resolva.

PACHECO, R.O.

Escrito por goaa

outubro 21, 2008 às 7:12 am

Publicado em Política

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Uma resposta

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  1. Começou o post calmo e aos poucos foi soltando os cachorros!
    A polêmica do pré-sal ainda nos vai tirar o sono. Ninguém sabe ao certo qual é a melhor alternativa. Seria melhor privatizar e entregar aos gringos? Seria melhor um estatal em meio a um rio de piranhas (políticos brasileiros) que correm loucamente para arrancar um pedacinho? Mas como tu falaste, pré-ocupação é inútil, nada vai mudar.

    Tocaste na minha ferida ao falar em educação. Chego a me emocionar. Nossos investimentos não passam de 4% do PIB (http://portal.mec.gov.br), enquanto na Finlândia (não poderia ser outro) o dinheiro destinado à educação ultrapassa os 6% do PIB.

    O resultado disso é uma economia completamente dependente de melecas pretas que saem do fundo do mar, de caldo de cana e de mamonas que pegam fogo. Onde está o conhecimento científico? Onde estão nossos jovens pensantes? Onde está a nossa participação no desenvolvimento da ciência e da tecnologia, bem como na preservação do meio-ambiente? Esses jovens estão sendo absorvidos por empresas estrangeiras.

    Abraços, The Economist!

    mnoriller

    outubro 21, 2008 em 7:36 am


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