Para onde ir agora?
Como será em 2009?
Em 2008, a imagem econômica brasileira foi uma das melhores do mundo (e de toda a história do páis) depois de um ciclo de progresso econômico invejável no cenário global. Durante pouco mais de cinco anos de uma considerável expressão econômica no mundo, o Brasil se vê numa possível situação de uma baixa no seu PIB, o que, efetivamente, irá acontecer. Não só por aqui, mas no mundo inteiro. E é ai que está o problema.
Considerar o que está acontecendo no mundo como uma possível maré baixa nos negócios é simplesmente tampar os olhos e caminhar nas águas profundas de um oceano em pleno nevoeiro. O risco é grande e sem volta, na maioria das vezes. Com um sistema cada vez mais globalizado e dinâmico diante a vários fatores, o sistema financeiro mundial nunca se viu com tamanha crise. O chamado neo-liberalismo chegou, de uma vez por todas, no seu final. Curiosamente, foi onde ele mais se fortaleceu é que iniciou-se essa quebradeira mundial.
Mas, voltando ao Brasil…Desde 2003, o Brasil vem seguindo uma tendência considerável de crescimento econômico dentro seus patamares. Junto com o chamado BRICS (Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul), o país vem sendo cotado como uma das possíveis engrenagens econômicas mundias. Mas, o que dizer de um ano como 2008 que esteve em tantos momentos de alta e de baixa, levando essa posição brasileira de um extremo ao outro. Dizer que o país está imune ou que sentirá inexpressivos reflexos da crise internacional é ridículo. Agora a situação é outra. De todos os fatores que podem contribuir para uma possível recessão mundial, o Brasil está sujeito a enfrentar. Basta saber se irá conseguir.
Empresas brasileiras já começam a sentir os efeitos da crise. O que foi 2007/08 para nós, especialmente, foi a melhor e maior participação brasileira no cenário mundial, considerando políticas governamentais ou não. Recordes e saltos bilionários de faturamentos nunca foram tão expressivos. Agora, saber como irá caminhar o mundo daqui para frente é uma tarefa difícil e, especialmente, para as empresas brasileiras. Considerar o que pode acontecer daqui a um ou dois anos é pouco, precisamos estar preparados para acontecimentos diários e inesperados (ex. Lehmann Brothers).
Então amigos, estamos vivenciando uma das piores crises do século, o que fornecerá muita história para contar. Basta esperar se teremos final feliz ou não. Muitos acreditam que essa crise correrá mundo a fora por mais uns 10 ou 12 meses, mas ninguém sabe…O que não podemos deixar de considerar é que, com muita gente apertada nesse mundo, com certeza a situação brasileira irá se apertar também.
PACHECO, R.O.
